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10 músicas lançadas em 1981 que ainda tocam até hoje

O ano de 1981 entregou canções que atravessaram décadas e seguem vivas na memória musical.

O ano de 1981 colocou Diana Ross, Queen, Rolling Stones e The Human League na mesma lista de sucessos. Sete das dez músicas desta seleção chegaram ao topo das paradas do Reino Unido ou dos Estados Unidos.

A lista reúne baladas, parcerias improvisadas e um hino de perseverança que só ficaria gigante anos depois. Cada faixa carrega uma história de bastidor que explica por que ainda toca até hoje.

“Bette Davis Eyes” — Kim Carnes

Kim Carnes gravou “Bette Davis Eyes” em 10 de março de 1981, com produção de Val Garay. Um trecho marcante de teclado, tocado por Bill Cuomo, deu nova cara à canção. A música tinha sido escrita em 1974 por Donna Weiss e Jackie DeShannon, que gravou a versão original. A versão de Carnes ficou nove semanas não consecutivas no topo da Billboard Hot 100. Em 1982, levou dois Grammys. Bette Davis, então com 73 anos, mandou flores e cartas de agradecimento às três mulheres por trás da faixa.

“Endless Love” — Diana Ross & Lionel Richie

Lionel Richie escreveu e produziu “Endless Love” ao lado de James Anthony Carmichael. A faixa fez parte da trilha do filme de mesmo nome. Diana Ross e Richie gravaram os vocais juntos por volta das 3h da manhã, num estúdio em Reno. A faixa passou nove semanas no topo da Billboard Hot 100, entre agosto e outubro de 1981. Foi o último single de Ross pela Motown. Logo depois, ela assinou um contrato de 20 milhões de dólares com a RCA.

Veja o clipe oficial de “Endless Love”:

“Don’t You Want Me” — The Human League

“Don’t You Want Me” saiu em 27 de novembro de 1981, no álbum Dare, com produção de Martin Rushent. O vocalista Philip Oakey achava a faixa fraca demais para virar single. Ele só aceitou o lançamento com a condição de um pôster de brinde no compacto. A música virou o Christmas number one do Reino Unido. Em julho de 1982, também chegou ao topo da Billboard Hot 100 dos Estados Unidos. Motivo de desconfiança dentro da própria banda, virou o maior sucesso da carreira do grupo.

Veja o clipe oficial de “Don’t You Want Me”:

“Tainted Love” — Soft Cell

Escrita por Ed Cobb, “Tainted Love” foi gravada primeiro por Gloria Jones em 1964. O Soft Cell regravou a faixa em 1981 em um dia e meio, nos estúdios Advision, em Londres. A primeira tomada de voz de Marc Almond foi a que sobrou na versão final. O single chegou ao topo das paradas britânicas. Nos Estados Unidos, passou 43 semanas na Billboard Hot 100, um recorde na época.

Veja o clipe oficial de “Tainted Love”:

“Every Little Thing She Does Is Magic” — The Police

Sting compôs “Every Little Thing She Does Is Magic” ainda em 1976, antes de o Police existir. A canção nasceu inspirada em Trudie Styler, que anos depois viraria sua esposa. A versão final, do álbum Ghost in the Machine, saiu em outubro de 1981. O baterista Stewart Copeland gravou sua parte em uma única tomada. A faixa chegou ao topo das paradas britânicas e parou em terceiro lugar nos Estados Unidos.

Veja o clipe oficial de “Every Little Thing She Does Is Magic”:

“Physical” — Olivia Newton-John

Physical” saiu em 1981 no álbum de mesmo nome, escrita por Steve Kipner e Terry Shaddick. A letra explícita, com versos como “let me hear your body talk”, fez rádios americanas banirem a faixa. Mesmo assim, a música ficou dez semanas seguidas no topo da Billboard Hot 100. O reinado foi de novembro de 1981 a janeiro de 1982. Décadas depois, a Billboard a elegeu a música número um dos anos 80.

“Under Pressure” — Queen & David Bowie

Queen e David Bowie gravaram “Under Pressure” numa única noite de improviso. A sessão foi em setembro de 1981, no Mountain Studios, em Montreux. A composição é assinada pelos quatro integrantes do Queen ao lado de Bowie. Até hoje se discute quem criou a linha de baixo que abre a faixa. Lançada como single em outubro daquele ano, chegou ao topo das paradas britânicas. Foi o segundo número um do Queen e o terceiro de Bowie no Reino Unido.

Veja o clipe oficial de “Under Pressure”:

“Don’t Stop Believin’” — Journey

“Don’t Stop Believin’” saiu em outubro de 1981, no álbum Escape, composta por Steve Perry, Neal Schon e Jonathan Cain. O título veio de um conselho do pai de Cain. Nos tempos difíceis, ele dizia: “don’t stop believing or you’re done, dude”. A banda gravou a base instrumental em uma única tomada, depois de vinte minutos de ensaio. Apesar do impacto que ganhou décadas depois, a faixa parou em nono lugar na Billboard Hot 100 em 1981.

Veja um vídeo com imagens oficiais da banda tocando “Don’t Stop Believin’”:

“Start Me Up” — The Rolling Stones

“Start Me Up” nasceu em 1975, como uma versão reggae gravada nas sessões de Black and Blue. Ficou deixada de lado por anos. Em 1981, o engenheiro Chris Kimsey resgatou o material dos arquivos. Ele encontrou duas tomadas mais roqueiras entre cerca de cinquenta versões reggae. A banda voltou a gravar a faixa em estúdios de Nova York, e ela saiu como single de Tattoo You. Chegou a segundo lugar na Billboard Hot 100 e a sétimo lugar no Reino Unido.

Veja o clipe oficial de “Start Me Up”:

“In the Air Tonight” — Phil Collins

“In the Air Tonight” saiu em janeiro de 1981. A faixa marcou a estreia de Phil Collins como artista solo, no álbum Face Value. Collins escreveu e produziu a faixa ao lado de Hugh Padgham. O som de bateria só explode depois de dois minutos de música. A técnica usada, reverb “gated”, virou marca registrada da década. A canção chegou a segundo lugar no Reino Unido e a décimo nono lugar nos Estados Unidos.

Por décadas, circulou a lenda de que a letra falava sobre um afogamento que Collins teria testemunhado. O próprio músico já negou a história várias vezes. “Eu não sei do que essa música fala. Quando eu escrevi, estava passando por um divórcio”, disse Collins. Anos depois, ele voltaria a transformar uma dor pessoal em canção, dessa vez em “Against All Odds“.

Veja o clipe oficial de “In the Air Tonight”:

Por que 1981 foi um ano decisivo para a música pop?

Sete das dez faixas desta lista chegaram ao topo das paradas do Reino Unido ou dos Estados Unidos. O ano também juntou nomes que nunca mais se cruzariam, como Queen e David Bowie. Foi também quando começou a carreira solo de Phil Collins.

Décadas depois, essas dez faixas ainda tocam em rádios, playlists e trilhas de cinema e séries. Prova de que 1981 deixou mais do que hits passageiros.

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