Quando Kate Bush lançou “Wuthering Heights” em 1978, o mundo não estava preparado. Com apenas 19 anos, ela se tornou a primeira mulher da história a chegar ao #1 no Reino Unido com uma música totalmente escrita por ela.
Mais do que um sucesso imediato, a canção marcou o surgimento de uma artista que nunca se encaixou em padrões.
O impacto de “Wuthering Heights” em 1978
Inspirada no romance homônimo de Emily Brontë, “Wuthering Heights” fugia completamente do que tocava nas rádios no final dos anos 70.
A voz aguda, quase etérea, a interpretação teatral e a estrutura pouco convencional transformaram a música em algo difícil de classificar — e impossível de ignorar.
O resultado foi um sucesso imediato, mas também um choque cultural. Kate Bush não soava como ninguém. E não queria soar.
Uma carreira fora do padrão da indústria
Apesar do sucesso precoce, Kate Bush nunca demonstrou interesse em seguir o caminho tradicional da indústria musical.
Ela recusou turnês longas, passou a produzir os próprios discos e construiu uma trajetória marcada pela autonomia artística, pelo mistério e pela experimentação.
✨ Curiosidade: após 1979, Kate praticamente desapareceu dos palcos por mais de 35 anos. Ainda assim, sua influência só cresceu — sendo constantemente citada por artistas como David Bowie, Prince, Björk, Tori Amos e Radiohead.
Enquanto muitos artistas dependiam da exposição constante, Kate provou que a relevância podia existir mesmo à distância.
Um legado que atravessa gerações
Décadas depois, em 2022, a obra de Kate Bush voltou ao centro da cultura pop. “Running Up That Hill” alcançou novamente o topo das paradas mundiais após ser destaque na série Stranger Things, apresentando sua música a uma nova geração de ouvintes.
O fenômeno reforçou algo que os fãs já sabiam: a música de Kate Bush não envelhece. Ela atravessa épocas, ressurge em novos contextos e mantém intacta sua força emocional e artística.
Por que Kate Bush segue no repeat
Kate Bush não foi apenas um sucesso dos anos 70 ou 80. Ela se tornou um símbolo de liberdade criativa, de coragem artística e de como a música pode ser atemporal quando nasce da expressão genuína.
No Eu Vivo no Repeat, histórias como essa mostram que algumas canções podem até sair das paradas — mas nunca saem da memória.
🎧 Para seguir a viagem pelos anos 80:
A playlist Hits nostálgicos dos anos 80, do Eu Vivo no Repeat, reúne músicas que marcaram época e seguem vivas na memória. Disponível no Spotify.
🎧 Vale ouvir no repeat:
“Wuthering Heights” (1978)
“Running Up That Hill” (1985)

