“Come On Eileen”: O sucesso do Dexys Midnight Runners na era dos teclados

Com uma mistura de violino e banjo, a banda alcançou o topo das paradas mundiais usando apenas instrumentos reais em 1982.

Lançada em junho de 1982, “Come On Eileen” transformou o Dexys Midnight Runners em um fenômeno mundial. A música faz parte do segundo álbum da banda, Too-Rye-Ay, e atingiu o 1º lugar nas rádios do Reino Unido e dos Estados Unidos. A letra foi inspirada na juventude do vocalista Kevin Rowland e em sua relação com uma amiga de infância. Mas o que realmente chamou a atenção foi o som. Em um ano onde quase todas as bandas queriam usar teclados modernos e baterias eletrônicas, eles fizeram exatamente o contrário.

Assista ao videoclipe oficial gravado nas ruas de Londres e observe o foco total da banda na performance com instrumentos clássicos.

A força do violino e o ritmo acelerado

Para criar o clima alegre da música, a banda investiu em instrumentos tradicionais. A melodia principal é puxada pelo violino de Helen O’Hara, acompanhado por banjo e acordeão. Um detalhe curioso é o final da gravação: a banda vai acelerando o ritmo aos poucos, tocando cada vez mais rápido, algo que era feito ao vivo no estúdio e que era quase impossível de fazer com as máquinas da época.

Essa escolha de usar instrumentos reais e deixar o som mais natural é o oposto do som de estúdio milimetricamente calculado do Starship em “Sara”. Já a ideia de pegar instrumentos clássicos e transformar em um sucesso acelerado para tocar nas rádios lembra muito o que o ELO fez em “Last Train to London”.

Ficha técnica

Artista: Dexys Midnight Runners
Música: “Come On Eileen”
Ano de lançamento: 1982
Álbum: Too-Rye-Ay
Chart performance: 1º lugar na Billboard Hot 100 / 1º lugar no UK Singles Chart
Compositores: Kevin Rowland, Jim Paterson e Billy Adams


Edição Definitiva | Eu Vivo no Repeat indica: Vinil do álbum “Too-Rye-Ay” — Uma edição em disco de vinil é essencial para perceber a clareza e o som real do violino, do banjo e de todos os instrumentos acústicos originais.

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